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PODCAST: o bloco inclusivo que transforma o Carnaval de BH em território de preconceito zero



Marcelo Xavier, criador do bloco Todo Mundo Cabe no mundo. Acervo Pessoal.
Marcelo Xavier, criador do bloco Todo Mundo Cabe no mundo. Acervo Pessoal.

Numa mesa de calçada no bairro Santa Efigênia, na região Leste de Belo Horizonte, nasceu um dos blocos mais emblemáticos do Carnaval de BH quando o assunto é inclusão e combate ao preconceito. Entre o barulho da rua e o clima boêmio do Alto de Papel, Café e Arte, o artista plástico Marcelo Xavier - egresso da PUC Minas e cadeirante - ouviu do genro, Leo Medina, a pergunta que mudaria sua trajetória: “Por que você não faz um bloco? Você vai à frente e nós vamos atrás.” A resposta veio em forma de condição e manifesto. Ele aceitaria, sim, desde que fosse o Todo Mundo Cabe no Mundo: um bloco erguido sob o estandarte do “Preconceito Zero”, onde ninguém precisasse pedir licença para existir.


Criado em 2015, o bloco surgiu com uma proposta clara: enfrentar barreiras de acessibilidade e pertencimento no Carnaval de Belo Horizonte. Para Marcelo, o preconceito é “o grande veneno da sociedade”, algo que adoece o corpo social e compromete o processo civilizatório.


A resposta encontrada foi transformar a festa em ferramenta de transformação social. A bateria reúne pessoas com e sem deficiência. Não há distinção de lugar ou função: qualquer pessoa pode tocar, cantar ou dançar. A inclusão não é discurso, é prática incorporada ao desfile.



Todo mundo pode e se sacode no ritmo da dança


Ao longo dos anos, o cortejo consolidou-se como referência em Carnaval inclusivo em Belo Horizonte. Em 2025, o bloco deu novos passos ao emprestar cadeiras de rodas e oferecer audiodescrição ao vivo para pessoas com deficiência visual, ampliando o acesso e reafirmando o compromisso com a acessibilidade.

Professor da PUC Minas, Marcos Nascimento, ao lado de Marcelo Xavier e demais foliãs. Acervo Pessoal.
Professor da PUC Minas, Marcos Nascimento, ao lado de Marcelo Xavier e demais foliãs. Acervo Pessoal.

Entre os foliões está Marcos Roberto Nascimento, professor da PUC Minas. Fã da festa, ele enfrentava dificuldades com trajetos longos e multidões até receber, em 2017, o convite de Marcelo. Desde então, não deixou mais o bloco.


“É um momento muito especial para mim”, afirma. Ele destaca o percurso adaptado e o ambiente acolhedor, onde limitações físicas não determinam o tamanho da alegria.

O crescimento, porém, convive com desafios estruturais. Para 2026, o bloco não foi contemplado com o patrocínio da Prefeitura de Belo Horizonte, o que colocou em risco sua saída às ruas. Caminhão, estrutura e segurança elevam os custos de produção. Ainda assim, Marcelo mantém o tom de resistência. “Botar um bloco na rua é um esporte radical. Desafio é a cara da arte”, resume.


Gesto crítico



A trajetória do Todo Mundo Cabe no Mundo, símbolo de inclusão, diversidade e direito à cidade no Carnaval de BH, agora ganha registro no podcast da ADPUC Minas "Gesto Crítico", disponível no Spotify.


Com episódio de cerca de dez minutos, a série destaca essa história que articula cultura, cidadania e transformação social. Confira!

 
 
 

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